Pesquisar

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Sem a Telemar, Lulinha teria cocô

Lulinha saiu, literalmente, da merda graças ao pai

Fábio Luís, o Lulinha, recebia R$ 600 por mês no Jardim Zoológico de São Paulo, até 2003. O seu trabalho consistia, basicamente, em recolher os estrumes da simpática e famosa elefante Teresita. Um trabalho digno para um filho de um político da importância de Lula... Afinal, a paquiderme é a maior estrela do zoológico paulista! 

Era assim que Lulinha costumava ver Teresita

Porém, após uma emocionada despedida de sua amiga Teresita, Lulinha abriu a empresa Gamecorp. O capital social da empresa era de meros R$ 100 mil. Entretanto, usando sua enorme experiência como negociador dos estrumes da Teresita, vendeu por - olha lá -  R$ 5 milhões as ações para a Telemar (hoje OI). A empresa de telefonia investiu mais R$ 10 milhões na produção de um programa para gamers em uma TV Traço. R$ 15 milhões para quem, um ano antes recolhia (perdão) cocô. Alguma coisa cheirava mal nessa história... E não era o cocô!

Lula, o pai, explicou o sucesso do filho: "Deve haver um milhão de pais reclamando: por que meu filho não é o Ronaldinho? Porque não pode todo mundo ser o Ronaldinho"... Melhor que ser pai do Ronaldinho é ser filho do Lula!

Se Lulinha tivesse continuado a trabalhar no zoológico, com seu salário de R$ 600, levaria um pouco mais de  2083 anos para juntar o dinheiro que recebeu da Telemar. Mas claro que ele não se contentaria com isso. Não... Ele é um Ronaldinho! Ele faria dinheiro com aquilo que tinha em mãos. Ou seja: cocô.

Se o grande empreendedor Lulinha fosse vender cocô, teria que negociá-lo ao preço de mercado. 30 quilos de estrume é vendido pela bagatela de R$ 1,00. Mas, não se preocupe com a produção do merda-empresário... Teresita faz 100 quilos de cocô por dia. Não tenham pena, quanto mais ela fizesse mais ele lucraria. Assim, ele venderia os 100 quilos do estrume de Teresita por R$ 3,33. 

Todavia, vocês acham que o Ronaldinho do cocô se contentaria com só um fornecedor? Mas é claro que não! Ele expandiria seu negócio para os outros nove elefantes do Jardim Zoológico de São Paulo. Assim, produziria a impressionante quantidade de uma tonelada de estrume por dia. Isto lhe renderia R$ 33,33 ao dia. Durante um mês ele lucraria quase mil reais. Somando isso ao seu salário, ele ganharia R$ 1600 por mês.

Para juntar os mesmos R$ 15 milhões, levaria um tempo muito menor. Apenas 781 anos. Pode parecer muito, mas - lembre-se - estamos falando de cocô. Pensando bem, com a Telemar recebeu esta quantia em meses. Ele deve ter feito esta conta antes de aceitar o negócio. Mas o que ele esqueceu de acrescentar na equação é que o dinheiro do cocô era muito mais limpo!

Nota: A parte que ele recolhia estrumes no zoológico, infelizmente, é ficção.

4 comentários:

  1. Confesso que não tinha lido este post. Pelo twiiter, aquilo que vc tinha postado já parecia definitivo.
    Excelente! Vou repassar pra amigos meus de longa data.

    ResponderExcluir
  2. Eu sempre desconfiei que o "trabalho" desse cara, NOVO MILIONÁRIO BRASILEIRO, era mesmo o de LIMPAR BUMBUM DE ANIMAIS NO ZOOLÓGICO.

    ResponderExcluir
  3. A maior merda eh o povo que vota nesses cafagestes. Ainda vem dizer que todos somos bandidos, ja que esse povo julga os outros por si mesmos isso aqui nunca vai mudar, ou se mudar vai ser pra pior.

    ResponderExcluir
  4. Isso é capitalismo, onde todo mundo tem o direito de ficar rico, mas é claro que só alguns conseguem, agora para ser justo acho que todos os grandes fazendeiros, latifundiários, banqueiros deveriam ter suas vidas e a de seus antepassados devassadas, investigadas até no DNA e onde houvesse prova de corrupção, exploração do trabalho infantil, descumprimento de lei trabalhista, acumulação de riqueza com trabalho escravo, enriquecimento com esbulho de terras indigenas ou de quilombolas, com desmatamento de APA, qualquer tipo de rapina ou evasão/elisão fiscal, deveriam ter os bens confiscados, ter que indenizar os descendentes do indigenas assassinados e dos africanos escravizados e ter a prisão decretadas incontinenti, sem direito a apelar em liberdade e com julgamento público e televisionado, para sermos justos, honestos e sem hipocrisia.

    ResponderExcluir